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Terceira edição do Imersão Conectada promoveu debate sobre acessibilidade e inclusão em espaços culturais

Com o tema “Acessibilidade e inclusão em espaços culturais”, aconteceu nessa quarta-feira (20), a 3ª Imersão Conectada. Com início às 14h, o encont...

22/03/2024 às 12h37
Por: Redação Fonte: Secom Espírito Santo
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Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo
Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo

Com o tema “Acessibilidade e inclusão em espaços culturais”, aconteceu nessa quarta-feira (20), a 3ª Imersão Conectada. Com início às 14h, o encontro foi realizado na Casa da Música Sônia Cabral, Centro de Vitória. Na ocasião, o público teve oportunidade de dialogar com os palestrantes convidados: a curadora e produtora Paola Valentina, de São Paulo, e o doutor em Design Rangel Sales, de Minas Gerais.

Aberto ao público, o evento marcou ainda a estreia do documentário “Entrada Livre”, realizado pelos bolsistas que integram o Juventudes Conectadas – núcleo jovem da Midiateca Capixaba. A produção gira em torno de questões relacionadas ao acesso a espaços de arte e cultura do Espírito Santo pelas juventudes periféricas.

Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo
Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo

“Temos o compromisso de pensar e desenvolver ações e políticas públicas que sejam cada vez mais acessíveis a todas as pessoas, de acordo com as demandas da sociedade. Nossa responsabilidade, como gestores públicos, é oferecer cada vez mais iniciativas que permitam que os direitos culturais sejam exercidos. O acesso à cultura é um direito constitucional, universal, e deve alcançar todas as pessoas”, afirmou a subsecretária de Estado de Políticas Culturais, Carolina Ruas, da Secretaria da Cultura (Secult).

A subsecretária ressaltou a importância de projetos como o Juventudes Conectadas, que inclui parceiros como a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) e a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com participação de diversos colaboradores. “São muitas instituições envolvidas. Todas elas fundamentais para darmos continuidade a essas ações. Especialmente esta de hoje, que inclui o lançamento de um documentário produzido pelos jovens e reflete muito desse pensamento em torno dos desafios relacionados à inclusão, ao acesso”, ressaltou.

Carolina Ruas destacou ainda a importância de se acolher não apenas as juventudes, mas também todos os grupos considerados minoritários, que indicam os caminhos a serem seguidos pelo poder público. “Isso é fundamental para que se estabeleça um diálogo sobre o que a sociedade precisa e o que está ao nosso alcance, para que possamos caminhar juntos”, completou.

Transformação

A curadora e produtora Paola Valentina destacou a relevância da presença e participação de jovens articulados, a exemplo dos bolsistas da Midiateca Capixaba, especialmente pelas vivências diárias que iniciativas como o Juventudes Conectadas possibilitam. “Estamos falando de algo transformador, que se propaga para o futuro. Me sinto feliz de participar desta mesa de debate, junto com Rangel Sales, e poder trocar experiências, compartilhando a vontade de transformar o mundo. Sendo uma mulher trans, ao ver aqui uma menina jovem trans realizando esse trabalho, percebo o quanto essa ação é dignificante e quão esperançoso se torna nosso futuro. Que possamos propagar vitórias como essa que estamos vivenciando neste encontro.”

Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo
Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo

Rangel Sales acrescentou que as juventudes têm, cada vez mais, mostrado uma potência que ele mesmo gostaria de ter tido no passado, com a mesma idade. “Isso me reconforta o coração. Não exatamente por uma sensação de dever cumprido, pois esse dever não fui eu quem cumpriu. Mas eu me sinto muito feliz pelos resultados que esses jovens alcançaram e seguem alcançando. Fiquei emocionado com os depoimentos e otimista em relação ao futuro”, comentou.

Documentário

Realizado pelos bolsistas do Juventudes Conectadas, o filme “Entrada Livre” investiga o acesso pelas juventudes periféricas aos espaços de arte e cultura do Espírito Santo, concentrando-se nos locais abrangidos pelo acervo da Midiateca Capixaba e naqueles por onde os bolsistas costumam circular.

Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo
Foto: Reprodução/Secom Espírito Santo

A produção reúne entrevistas com profissionais de diversas áreas, a fim de compreender suas trajetórias profissionais na cultura, suas reflexões sobre o acesso das juventudes em seus ambientes de atuação e as possíveis contribuições da Midiateca Capixaba para os debates e ações em torno dessa temática.

Jodizz, um dos bolsistas que realizou o documentário, ressaltou que o processo de investigar o tema da inclusão e acessibilidade, trazendo à tona as reflexões e críticas em torno disso, representa um aprendizado importante. “Fiquei impressionado ao ver que todos os entrevistados concordaram sobre quão difícil é esse acesso para pessoas da periferia, pessoas trans, pretas. Eles nos ajudaram a mostras que a etilização desses espaços realmente existe, mas que está sendo desconstruída cada vez mais, à medida que vamos ocupando esses espaços”, pontuou.

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