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Maranhão encerra participação na Fenearte 2025 com destaque e vendas expressivas

Com estrutura, transporte e articulação institucional, o Estado fortalece mercado para produtores locais e mantém o artesanato como vetor da econom...

22/07/2025 às 19h23
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
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Foto: Reprodução/Secom Maranhão
Foto: Reprodução/Secom Maranhão

Entre conversas, sorrisos e mãos que transformam matéria-prima em memória, o artesanato maranhense encantou quem passou pela 25ª Fenearte, realizada de 9 a 20 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda (PE).

Com apoio direto do Governo do Estado do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado do Turismo (SETUR-MA), cinco artesãos levaram para a maior feira de artesanato da América Latina peças em sementes, madeira, fio e tecido, e fio e fibra, e retornam com resultados positivos: cerca de R$ 85 mil em negócios e 504 peças vendidas ao longo dos 12 dias de evento, reforçando que o fazer manual maranhense gera renda, movimenta territórios e projeta a cultura do estado para o Brasil.

“O governador Carlos Brandão tem dado todo suporte para que nossos artesãos participem de feiras e eventos, como a Fenearte, com dignidade. Ele garantiu passagens, transporte e toda a logística para levar o melhor do nosso artesanato. Cada peça vendida aqui representa renda para famílias, gera oportunidades e valoriza a nossa cultura. O Maranhão brilhou na Fenearte, e isso nos enche de orgulho”, afirmou a secretária de Estado do Turismo, Socorro Araújo, destacando que a política de apoio à participação em feiras nacionais seguirá como prioridade da gestão.

A edição 2025 da Fenearte registrou circulação de 340 mil pessoas e movimentou R$ 163 milhões em negócios, cenário que amplia o alcance das tipologias maranhenses diante de lojistas, curadores, compradores institucionais e público final de todo o país e do exterior.

Entre os que passaram pelo estande esteve o secretário nacional do Artesanato e do Microempreendedor Individual, Milton Coelho da Silva Neto, maranhense de Codó, que tradicionalmente visita o espaço do Maranhão e, mais uma vez, fez questão de prestigiar os artesãos do estado.

“O grande destaque é a força coletiva das nossas associações. O artesanato maranhense segue muito bem aceito, com resultados expressivos. Quando a gente se organiza em rede, o público percebe valor e confia”, avaliou a coordenadora estadual do Programa do Artesanato Brasileiro (PAB) no Maranhão, Liliane Castro,


O estande maranhense viveu momentos especiais de acessibilidade. Em uma visita mediada, pessoas cegas puderam tatear as peças enquanto artesãos e equipe técnica descreviam texturas, formas e usos, da superfície polida da madeira de reaproveitamento às tramas firmes da fibra de buriti e ao entrelaçado delicado da renda de bilro. A experiência sensorial emocionou visitantes e expositores e mostrou que o artesanato é linguagem viva, que se comunica pelo toque, pela memória e pela voz de quem produz.

Direto do povoado de Curralinho, em Tutóia (MA), o artesão Robert Wagner levou as cestarias de tala e fibra de buriti que representam o trabalho coletivo de sua associação.

“Cada peça que a gente traz conta um pedaço da nossa vida comunitária. Quando o visitante pega, pergunta, compra ou encomenda, a gente volta pra casa com autoestima e com pedido novo pra dividir entre os companheiros de produção”, contou.

O artesão e escultor em madeira Augusto Braga reforçou como a participação abre portas depois que a feira termina, e já tem prova concreta disso. “A Fenearte, além de ser a maior feira da América Latina e de todas as oportunidades que oferece, forma novos clientes. Cheguei da feira de madrugada e, já nesta manhã, fui surpreendido com um pedido: quatro abajures de palha de buriti, duas cubas de pia e um aparador sob medida, somando R$ 12.850,00. A pós-feira, também é excelente, um sucesso”.

Histórias do público também marcaram o estande. A maranhense Rita de Cássia Oliveira, que mora em Pernambuco há vinte anos, disse ter sido transportada de volta à sua terra natal ao ver as rendas e biojoias: “Levo uma renda de bilro e uma biojoia de sementes pra ter o Maranhão comigo todo dia”.

Já o curador de design Eduardo Fernandes, de São Paulo, ressaltou o potencial de mercado das tipologias coletivas: “As cestarias de Tutóia têm desenho e textura que conversam com decoração, design autoral e peças de galeria. Levo algumas agora e já deixei a porta aberta pra encomenda maior”.

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