A Fundação da Criança e do Adolescente (Funac) iniciou, nesta segunda-feira (4), a retomada das aulas nos centros socioeducativos localizados na Grande Ilha, Imperatriz e Timon. O período letivo começou com uma abordagem focada no acolhimento e na escuta ativa. No Centro Socioeducativo de Internação Semear (CSI Semear), o início foi diferenciado, com uma programação especial voltada para o fortalecimento dos vínculos e a promoção do diálogo entre os adolescentes e a equipe pedagógica.
A presidente da Funac, Sorimar Sabóia, destacou a importância da iniciativa. “Essa abordagem humanizada é fundamental para o sucesso da socioeducação. O retorno às aulas não é apenas sobre o conteúdo escolar, mas sobre criar um ambiente acolhedor e de confiança, onde os adolescentes compreendam o papel transformador da educação”, afirmou.
Durante as atividades no CSI Semear, a equipe pedagógica organizou dinâmicas interativas. Os professores se revezaram nas salas de aula para conduzir o “Jogo das Emoções” e rodas de conversa com cartas que incentivavam a reflexão. Em um dos momentos mais marcantes, a música “Epitáfio”, da banda Titãs, foi utilizada para estimular o compartilhamento de sentimentos e experiências.
Um dos adolescentes compartilhou sua vivência. “Poder falar o que a gente sente e ouvir os professores também é bom. A gente se sente mais perto deles e entende que eles se importam com a gente”.
A vice-diretora do CSI Semear, Fernanda Ramos, ressaltou a importância desse momento. “Nosso objetivo é ir além do ensino tradicional. Queremos que este seja um espaço de integração, onde o diálogo e a confiança sejam a base de tudo. O retorno da escolarização com dinâmicas e rodas de conversa ajuda a entender melhor cada adolescente e a construir um segundo semestre mais produtivo e significativo para todos”, explicou.
O dia de acolhimento foi encerrado com um lanche coletivo, simbolizando a união e a integração da comunidade socioeducativa. A programação especial fez parte do período diagnóstico, essencial para que a equipe pedagógica possa adaptar o plano de ensino às necessidades e realidades dos adolescentes, garantindo que as jornadas em sala de aula sejam educativas e promovam o crescimento pessoal e social.