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Estudos inovadores em genética e saúde animal ganham prêmio internacional

Com apoio da FAPEMA, as pesquisas de Caxias e São Luís ampliam conhecimento sobre morcegos.

30/08/2025 às 15h41
Por: Redação Fonte: Secom Maranhão
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Foto: Reprodução/Secom Maranhão
Foto: Reprodução/Secom Maranhão

Duas pesquisas maranhenses ganharam reconhecimento Internacional, pela contribuição na área de genética e saúde animal. Desenvolvidos por pesquisadores da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Campus Caxias, os estudos abordam a genética e os endoparasitas de morcegos e seu impacto no ecossistema ambiental.

Os trabalhos conquistaram Menção Honrosa no Prêmio Horácio Schneider e Menção Honrosa de Melhor Pôster, ambos na categoria Genética e Melhoramento Animal, durante o International Congress of the Brazilian Genetics Society - 70º CBG, realizado em Belém (PA), neste mês.

As pesquisas abrem espaço para avanços nos conhecimentos sobre o grupo de morcegos.

“Este reconhecimento mostra o impacto das pesquisas que realizamos no Maranhão e confirmam a importância do investimento local para o avanço da Ciência regional”, destaca a professora Claudene Barros, coordenadora do Laboratório de Genética do complexo GENBIMOL, da UEMA CampusCaxias, onde foram desenvolvidos os estudos. O GENBIMOL agrega os laboratórios de Genética e Biologia Molecular, sendo referência internacional na área e ganhador de vários prêmios da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), apoiadora das pesquisas.

Premiada no congresso internacional, o trabalho de Lanna Grazielly Silva Gouveia, graduanda em Ciências Biológicas, investigou a filogenia – estudo da evolução de espécies - dos morcegos neotropicais do gênero Sturnira. Esses morcegos são importantes para o equilíbrio dos ecossistemas, atuando na dispersão de sementes, mas sua alta similaridade morfológica dificulta a identificação das espécies, aponta Lanna Gouveia. Ela utilizou técnicas moleculares para revelar relações evolutivas entre as espécies, o que significa um avanço importante para a taxonomia e conservação dos animais.

Outro estudo premiado foi apresentado por Marxo Santana Guimarães Morais, mestrando em Ciência Animal na UEMA, e colaboradores, onde foi investigada a ocorrência natural de tripanossomatídeos (parasitas que causam doença de chagas, entre outros males) em morcegos da família Phyllostomidae, no Maranhão. “Detectamos a presença de parasitas do gênero Trypanosoma, que têm importância médico-sanitária, pois podem estar relacionados à transmissão da doença de Chagas”, revela o pesquisador. O estudo mapeou as áreas onde os morcegos parasitados ocorrem, contribuindo assim para nortear estratégias de vigilância e controle.

O presidente da FAPEMA, Nordman Wall, ressaltou a importância desse reconhecimento e resultados para o Maranhão. “O apoio da Fundação permite que pesquisadores locais desenvolvam Ciência de ponta, que traz benefícios diretos para a saúde pública e para o meio ambiente do nosso estado. Este e o reconhecimento nacional mostram que o Maranhão está no caminho certo para se consolidar como um polo de inovação científica e promotora do desenvolvimento científico regional”, enfatiza.

Os resultados obtidos também mostram a relevância do trabalho em rede, integrando diferentes campos da biologia molecular, ecologia e saúde pública para solucionar problemas locais e contribuir para o conhecimento global.

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