
O Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) de Marabá realizou a abertura da Campanha Setembro Amarelo, de valorização da vida e prevenção ao suicídio que, neste ano, tem como tema “Conectar, Escutar e Acolher”.
A programação contou com atividades envolvendo a equipe, os pacientes e visitantes, colocando em destaque as atividades desenvolvidas no centro ao longo do ano.
O momento teve falas da psicóloga e enfermeiro sobre a importância da campanha, pacientes realizaram apresentações culturais, assim como ocorreu a montagem de um mural, exposição de fotos do dia a dia do Caps e ginástica laboral.
O tema deste ano “Conectar, escutar e acolher” surgiu a partir do que é observado no cotidiano do centro, pensando em uma escuta qualificada, na conexão com o paciente e no acolhimento humanizado.
A coordenadora do CAPS, Katiane Chaves, pontua sobre a temática e o impacto desses momentos de interação entre a comunidade interna do centro e a sociedade.


“Então, a gente trouxe da nossa realidade, do dia a dia, das necessidades dos nossos pacientes esse tema. Muito importante momentos como esse para evidenciar as ações realizadas durante todo o ano, mas é claro que é oportuno para que a população em geral identifique a importância de se trabalhar diariamente esse conectar, escutar e acolher. Começa em casa, na base familiar e estende para a sociedade”, ressalta.
Para a psicóloga Kettele Albuquerque, a Campanha Setembro Amarelo trabalha a valorização da vida não apenas durante este mês, mas reforça esse chamado para todos os dias do ano, o que é a missão do Caps, que atua no segmento da saúde mental. É fazer com que as pessoas que as pessoas conheçam mais o serviço e saibam como proteger a saúde mental.


“Uma programação pensando nisso. Como a gente pode valorizar a vida através da música, da arte, que ela nos atravessava e nos traz tranquilidade, nos traz um momento de felicidade, também através das atividades laborais com o corpo, que gera dopamina, seroronina. E o vínculo também com os amigos, familiares e rede de apoio. Trabalhar o Setembro Amarelo é trabalhar essa vida que passa por nós e a gente não percebe. O que estou fazendo por mim? O que posso fazer pelo outro? Trabalhar a prevenção ao suicídio é isso”, destaca a psicóloga.
O enfermeiro psiquiátrico Joel Roberto Marinho, que faz parte da equipe do Caps e também idealizou a programação, avalia que além dos pacientes, as pessoas do entorno da pessoa atendida precisam estar envolvidas para que a mensagem sobre a saúde mental alcance amplamente a sociedade.


“A gente precisa da conscientização e sensibilização da população da importância da saúde mental. É uma rede de apoio. Além dos profissionais, a gente precisa muito da comunidade, dos familiares, das pessoas envolvidas para a cada dia a gente possa ter o entendimento de que a saúde mental é importantíssima porque a mente controla o corpo”, comenta.
Danyelle Santos, 14 anos, apresentou o hino nacional tocando flauta, durante a programação. Ela é atendida no centro há seis meses e relata sua experiência se apresentando e no acompanhamento.


“Eu me senti muito feliz porque é uma oportunidade que eu ainda não tive na minha vida como aprendiz de música. O CAPS significa acolhimento. Se não fosse o CAPS, eu nem sei se eu ainda estava viva porque eu estava em uma situação muito péssima e i acolhimento que eu achei, que minha mãe achou para me ajudar foi o CAPS. Aqui é um lugar maravilhoso”, afirma.
Entre as mulheres que se apresentaram dançando carimbó no grupo Pérolas do Castanheira, estava Silvana Moura, que é atendida pelo centro há três anos. Ela compartilha sobre o que o CAPS significa para ela e o apreço pela dança.


“O CAPS primeiramente significa vida porque quando eu cheguei aqui, eu estava num estágio de vegetação, não tinha ânimo e estava debilitada. Então, significa vida para mim porque depois que eu cheguei aqui, fui tratada, acompanhada, fui assistida por profissionais que são muito qualificados. Foi onde eu descobri que novamente eu tinha vida. E eu poderia ter vida oara poder cuidar das minhas filhas. Eu digo que o CAPS é a minha segunda casa. Eu danço carimbó há três anos desde quando entrei. Eu amo dançar”, pontua.
Ao longo do mês, a Campanha Setembro Amarelo contará com palestras e capacitações.






Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Sara Lopes
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