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Adema autua 34 propriedades por supressão ilegal de vegetação durante Operação Mata Atlântica em Pé

Mais de 300 hectares desmatados deverão ser recuperados pelos responsáveis pelos imóveis

01/10/2025 às 15h18
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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Responsáveis pelas áreas suprimidas ilegalmente serão notificados e autuados, conforme preconiza a Lei da Mata Atlântica / Fotos: Ascom/Adema
Responsáveis pelas áreas suprimidas ilegalmente serão notificados e autuados, conforme preconiza a Lei da Mata Atlântica / Fotos: Ascom/Adema

Após análises das imagens de drone coletadas nas fiscalizações realizadas pela Administração Estadual do Meio Ambiente (Adema) no âmbito da oitava edição da Operação Mata Atlântica em Pé, o relatório final registrou autuação de 34 imóveis. Foi identificada nas propriedades a supressão ilegal de 344 hectares de vegetação.

Realizada em conjunto a órgãos ambientais sob a coordenação do Ministérios Públicos do Paraná e de Sergipe, a operação englobou a fiscalização de 118 alvos, dos quais 36 ficaram sob responsabilidade da Adema em 13 municípios. A iniciativa também contou com a colaboração da Companhia Independente de Polícia Ambiental da Polícia Militar (CIPAm/PMSE).

As equipes puderam acompanhar as localizações dos alvos via satélite, através do MapBiomas, plataforma colaborativa que usa tecnologia de ponta para monitorar e mapear as mudanças na cobertura e uso da terra no Brasil, e da qual a Adema integra o comitê técnico. 

Nesta edição, o município sergipano com o maior número de alertas identificados pela plataforma foi Arauá, com sete; enquanto o município com mais autuações foi Estância, com seis. A maior área desmatada confirmada em um único alerta (76,85 hectares), foi no município de São Cristóvão.

O presidente da Adema, Carlos Anderson Pedreira, explica a metodologia adotada. “Os drones utilizados na operação sobrevoaram as áreas degradadas e as imagens coletadas foram sobrepostas aos polígonos das áreas identificadas nos alertas do MapBiomas por satélite. Isso possibilitou às nossas equipes a identificação exata das áreas desmatadas para a devida responsabilização”, detalha Carlos Anderson.

Segundo o gerente de Fiscalização da Adema, Aloízio Franca, a operação deste ano envolveu a fiscalização e uma área maior que a operação do ano passado. Ele destaca a importância da atuação conjunta dos órgãos ambientais e fiscalizadores, considerando que os alvos que não foram fiscalizados pela Adema ficaram sob a responsabilidade do Ibama. “Graças à colaboração com os demais órgãos, pudemos alcançar mais alvos este ano e aumentar a eficiência no combate ao desmatamento no estado”, esclarece.

Os responsáveis pelas áreas suprimidas ilegalmente serão notificados e autuados, conforme preconiza a Lei da Mata Atlântica (11.428/2006), que estabelece as normas para proteção das áreas remanescentes. As sanções previstas para a sua degradação são proporcionais ao número de hectares devastados e os proprietários das áreas autuadas também deverão recuperar as áreas desmatadas, com espécies do mesmo bioma.

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