
Em celebração ao Dia do Idoso, o Centro Integrado da Pessoa Idosa Antônio Rodrigues (Cipiar) realizou a 2ª edição do Boteco do Cipiar, um momento com música e descontração para os 23 idosos acolhidos no centro e servidores que atuam nesse cuidado.
“É um momento de confraternização, de companheirismo, onde nós reunimos não só os nossos idosos, mas também os nossos servidores. Fazer com que os idosos relembrem alguns momentos que eles tiveram de felicidade. É o direito, principalmente, à saúde mental. Fazendo essa edição pensando nesse momento do Setembro Amarelo e do Dia Internacional da Pessoa Idosa. Tudo isso vem agregar, somar, para que nós tenhamos esse momento de tranquilidade e de confraternização com os nossos idosos”, destacou Helane Moreira, coordenadora do Cipiar.


De acordo com a psicóloga Ivana Lacerda, que atua no Cipiar, a realização de mais uma edição do Boteco do Cipiar demonstra o quanto é importante trabalhar a memória e a socialização dos idosos.
“É muito importante porque é meio que um resgate da memória afetiva, que eles viveram e vivem e continuam vivos. E tem que socializar. Não pode deixar apagar essas lembranças. Fez parte da vida deles. Aqui é a residência deles, aqui eles vivem, então, vamos trazer essas memórias. O nosso trabalho é fazerem eles se sentirem bem”, ressaltou.



Além das comidas e aperitivos típicos de um boteco, a programação contou com um repertório musical conduzido por músicos da Fundação Casa da Cultura de Marabá (FCCM), que prepararam músicas do cancioneiro brasileiro dos anos 1970 e 1980. O músico Gabriel Rocha falou sobre a experiência de se apresentar para os idosos do Cipiar.
“É um privilégio muito grande estar aqui participando, compartilhando um pouquinho das nossas músicas, com os professores Felismar e Rafael. Eles prepararam um repertório exclusivo e muito especial. E não só a música como arte, mas também como terapia para todas as pessoas dessa casa. A gente trouxe Jovem Guarda, Roberto Carlos e também um pouco do Baião de Luiz Gonzaga”, comentou.


Os idosos gostaram da programação, a exemplo de José Gonçalves, que pontuou o cuidado da equipe do Cipiar. “Gosto porque são bons, tratam bem, com carinho, sabe?”, observou.



A opinião é compartilhada por Manoel Ferreira. “Eu me sinto muito bem. É gente boa. Sempre tem um bom tratamento, um bom cuidado”, disse.






Texto: Ronaldo Palheta
Fotos: Sara Lopes
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