>
Programação contou com apresentações de coral, bandas e orquestra formadas por alunos
“É uma coisa muito diferente quando se trata de tocar algum instrumento. Eu toco mais de um e, sendo bem sincera, antes a minha vida era outra coisa. Eu não fazia nada, eu era uma pessoa muito triste, acho que chegava à beira da depressão. Mas estar aqui hoje, tocando com o pessoal em uma orquestra, com o professor Celso, justamente no Jorge Andrade, com pessoas muito legais, talentosas e carismáticas, é outro sentimento. É completamente diferente e, sinceramente, eu quero levar isso muito pra frente, pra minha vida e pro meu futuro”, conta Rafaela.
Entre os jovens músicos estava Guilherme Gomes, de 16 anos, que toca trombone na Banda Musical Jorge Andrade há três anos. Para ele, a música deixou de ser apenas aprendizado e virou refúgio e identidade.
“Desde que eu entrei na banda, a música virou uma forma de eu me expressar 100%. Eu encontrei um refúgio. A música virou parte da minha vida, é uma das coisas mais importantes que eu tenho atualmente. Hoje, estar aqui encerrando o ano dá um sentimento diferente. Eu fico um pouquinho nervoso, porque é uma responsabilidade em tudo”, relata.
“Vamos apresentar coral, orquestra, e é uma forma de homenagear o nosso usuário que vem o ano inteiro aqui. Nada mais justo que, no final do ano, oferecer algo diferente para motivar e para que ele continue conosco no ano que vem. O Natal é um momento especial, de sentimentos que afloram, de luz, de segurança e de cuidado com as pessoas”, destacou.
A diretora do CMACE Jorge Andrade, Rosicléia Barbosa, disse que a parceria amplia o alcance da cultura e beneficia diretamente a população atendida pelas duas instituições.
“O maior ganho é para a comunidade, tanto a que é atendida pelo Jorge Andrade quanto pela biblioteca. Hoje participam crianças, adolescentes e adultos. Temos coral da musicalização infantil de cinco a sete anos, de oito a dez, coral adulto, coral Jorge Andrade, orquestra de cordas Madeira-Mamoré, Banda Maestro Rogério Nunes e a Banda Notas de Andrade, formada por alunos do turno da noite”, explicou.
O impacto da música vai além dos alunos e alcança as famílias. A estudante de Direito Beatriz Barbosa é mãe de Noah Barbosa, de seis anos, que participa da musicalização infantil do CMACE. Para ela, os benefícios são visíveis no dia a dia.
“É muito gratificante ver o desenvolvimento dele durante esse ano. A musicalização infantil é diferente, mas quando a gente para pra pensar nos benefícios, eles são enormes. Não só na escola de música, mas na escola convencional também. Desde que ele iniciou as aulas, o desenvolvimento aumentou muito. Ele se desenvolveu socialmente, aprendeu mais, então é só benefício”, relatou.
Texto:Jhon Silva
Fotos:Júnior Costa
Secretaria Municipal de Comunicação (Secom)