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Secretaria de Estado da Saúde reforça conscientização sobre a luta antimanicomial

Caps Luz do Sol, unidade gerida pela SES, que tem como diferencial o foco na arte e na cultura como ferramentas terapêuticas, realizou a XIX Mostra...

12/05/2026 às 19h36
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe
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O Caps Luz do Sol tem como diferencial o foco na arte e na cultura como ferramentas terapêuticas, promovendo inclusão, acolhimento e fortalecimento dos vínculos sociais por meio de atividades culturais e artísticas / Fotos: Felipe Goettenauer
O Caps Luz do Sol tem como diferencial o foco na arte e na cultura como ferramentas terapêuticas, promovendo inclusão, acolhimento e fortalecimento dos vínculos sociais por meio de atividades culturais e artísticas / Fotos: Felipe Goettenauer

Em alusão à Luta Antimanicomial, a Secretaria de Estado da Saúde (SES), por meio do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Nossa Senhora da Glória, em parceria com o Pontão de Cultura Albertina Brasil, realizou nesta terça-feira, 12, a XIX Mostra Albertina Brasil – Artes sem Barreiras. O encontro reuniu entidades da Rede de Proteção Social, saúde, educação, assistência social, Ministério Público (MP), Conselho Tutelar e profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (Raps).

De acordo com a coordenadora estadual de Saúde Mental da Diretoria de Atenção Especializada à Saúde (Daes), Suely Matos, a participação do Estado em eventos como esse é de extrema importância para fortalecer o cuidado em saúde mental e ampliar o debate sobre inclusão e cidadania. “O evento trouxe um espaço de discussão sobre políticas públicas voltadas à reabilitação psicossocial por meio da arte, da cultura e do trabalho, com o intuito de mostrar que é possível promover o cuidado em liberdade e fortalecer uma rede de atenção intersetorial e humanizada”, destacou a coordenadora.

Na ação, houve apresentações de grupos como a Companhia de Dança Loucurarte e os Tambores do Sertão, que encantaram o público e reforçaram a importância da inclusão, da valorização da cultura popular e da participação social por meio da arte. As performances destacaram o papel da cultura como instrumento de integração, expressão e fortalecimento dos vínculos comunitários, promovendo momentos de emoção, acolhimento e celebração da diversidade.

Além das apresentações culturais, a programação reforçou a importância da luta antimanicomial, movimento que defende o cuidado em liberdade, o respeito à dignidade das pessoas em sofrimento psíquico e a substituição de práticas excludentes por um modelo de atenção humanizado e comunitário.

A integrante do grupo Loucurarte, Luiza Margarida, ressaltou a importância da inclusão e da valorização dos artistas com deficiência por meio da arte. “O projeto atua há 14 anos e promove a interação entre pessoas com e sem deficiência, mostrando que todos podem ser reconhecidos, remunerados e aplaudidos como artistas. Percebi que muitas limitações são impostas pela sociedade, principalmente pela falta de acessibilidade e acolhimento e, por isso, é tão importante ter momentos como esse, que discutem a inclusão como o papel-chave para o acolhimento”, disse.

Atenção Psicossocial

A mostra também destacou o trabalho desenvolvido pelo Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Nossa Senhora da Glória, o único de responsabilidade direta do Estado. A unidade tem como diferencial o foco na arte e na cultura como ferramentas terapêuticas, promovendo inclusão, acolhimento e fortalecimento dos vínculos sociais por meio de atividades culturais e artísticas.

Segundo a assistente social do Caps de Glória, Gicelia Andrade, a arte e a cultura possuem um papel muito importante no centro. “Ajudamos no processo de cuidado, socialização e fortalecimento da autoestima dos nossos usuários. Aqui, eles não encontram apenas atendimento em saúde mental, mas também um espaço de acolhimento, escuta e pertencimento. As atividades culturais permitem que eles expressem sentimentos, desenvolvam habilidades e reconstruam vínculos com a comunidade. Eventos como a Mostra Albertina Brasil também são fundamentais para dar visibilidade a essa luta e reforçar a importância de um cuidado humanizado e em liberdade”, explicou.

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