
A formulação de novas políticas públicas para o setor museal e a preservação do patrimônio histórico foram temas que marcaram a abertura da primeira edição do programa (re)Conexões Sergipe, realizada nesta segunda-feira, 18, no campus da Universidade Federal de Sergipe (UFS) em Laranjeiras. O encontro é promovido pelo Governo de Sergipe, por meio da Fundação de Cultura e Arte Aperipê de Sergipe (Funcap) e da Secretaria Especial da Cultura (Secult), em parceria com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e com o apoio da UFS, e integra a programação nacional do (re)Conexões.
Realizado no Dia Internacional dos Museus, o evento destaca o papel dos museus como espaços de memória, preservação, educação e construção coletiva do conhecimento. A proposta é ampliar o debate sobre políticas públicas para o setor, fortalecer a participação social e articular diferentes agentes culturais em torno de diretrizes para o campo museal. Em Sergipe, o (re)Conexões reúne gestores, profissionais de museus, coletivos, pontos de memória, docentes, discentes e representantes de órgãos federais e estaduais da cultura.
A abertura oficial foi marcada pela apresentação cultural do Samba de Pareia, manifestação tradicional do povoado quilombola Mussuca, de Laranjeiras. Durante a solenidade, foi assinado um termo de cooperação técnica entre o Ibram, o Governo de Sergipe e a Funcap, com o objetivo de integrar ações e construir políticas conjuntas para museus e memória no estado. A presidente do Ibram, Fernanda Rabelo, ressaltou que o acordo é um instrumento estratégico para aproximar a política nacional da realidade local. “Este é um instrumento muito importante para a gente, porque estabelece uma parceria para pensar museus e memória aqui no Estado. A gente avança para uma parceria que soma o Ibram ao Sergipe para pensar a política pública de museus e de memória do nosso país, conhecendo a realidade local e as demandas de público da sociedade e dos dirigentes”, afirmou.
Para o presidente da Funcap, Gustavo Paixão, o (re)Conexões Sergipe consolida um espaço de diálogo entre Estado, instituições e sociedade. “A assinatura desse termo é muito importante para a cultura sergipana. É um momento onde vamos promover o diálogo entre gestores, alunos e todos os entes culturais para fazer cada vez mais pela cultura, pelo turismo e pela participação da sociedade”, declarou.
A necessidade de instrumentos técnicos específicos para proteção do acervo sergipano foi enfatizada pelo coordenador de museus de Sergipe, Helber Matheus. “Abriremos um debate amplo para tratarmos sobre o plano museológico que, com certeza, garante a salvaguarda da nossa história, memória e identidade do povo de Sergipe através dos nossos museus. O objetivo é traçar planos que venham a garantir essa proteção de forma efetiva”, disse.
Ao longo do primeiro dia, a programação incluiu recepção aos participantes, formação do dispositivo de abertura, dinâmica e formação de grupos de trabalho, além de plenária para sistematizar as contribuições apresentadas. Os debates abordaram temas como o Sistema Brasileiro de Museus (SBM), o Sistema de Participação Social (SPAS) e o Fórum Nacional de Museus (FNM), com foco na articulação entre entes federativos e na construção coletiva de diretrizes para o campo museal brasileiro.
Segundo dia de programação
Nesta terça-feira, 19, o (re)Conexões Sergipe segue com programação voltada exclusivamente à formação técnica, por meio de uma oficina de Plano Museológico. As atividades têm início às 8h e prosseguem até o meio-dia, com intervalo pela manhã, dedicando-se à discussão de ferramentas de gestão, planejamento e avaliação para museus. As propostas consolidadas nos dois dias de encontro irão subsidiar ações futuras e estratégias de fortalecimento do setor museal em Sergipe e em âmbito nacional.
Programação
8h - Oficina de Plano Museológico
10h - Intervalo
10h30 - Retorno à Oficina de Plano Museológico
12h - Encerramento




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