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Projeto ‘Com Vivências’ vai capacitar mais de 1,6 mil profissionais do Sistema Único de Assistência Social
Iniciativa percorre o estado de São Paulo com oficinas participativas para qualificar o trabalho social nos CRAS e na rede de serviços socioassiste...
10/06/2026 10h55
Por: Redação Fonte: Secom SP

As oficinas do projeto “Com Vivências” chegaram a Campinas nesta semana. As capacitações são realizadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (SEDS) , por meio da Escola de Desenvolvimento Social (EDESP) e da Diretoria de Assistência Social (DAS), em parceria com a equipe do Manual em Família. Com abrangência em todas as Divisões Regionais de Assistência e Desenvolvimento Social (DRADS), esta segunda fase foca na capacitação prática e na consolidação de metodologias que orientem o trabalho das equipes do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).

Iniciadas no final de março na capital paulista, as oficinas começaram com uma imersão coletiva sobre o SUAS e os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), direcionada aos servidores da SEDS. Desde então, a caravana de capacitações já percorreu as DRADS da Grande São Paulo Oeste, Baixada Santista, Vale do Ribeira, Vale do Paraíba, Itapeva, Avaré, Marília, Botucatu, Bauru e Sorocaba, respectivamente, capacitando profissionais dos municípios. Em Campinas, reuniu mais de 120 deles na segunda e terça-feira (8 e 9). “Quem está aqui hoje são os técnicos que estão na ponta, que realmente têm contato direto com a vulnerabilidade, com uma proximidade muito grande da realidade”, avalia a diretora da DRADS Campinas, Alexandra Benetti.

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“O objetivo é, por meio de um percurso criativo, sensível, lúdico e afetivo, sensibilizar, primeiro os profissionais da SEDS e agora os profissionais dos municípios, sobre a importância do trabalho coletivo com as famílias nos CRAS e demais serviços da proteção social básica”, explica a técnica de Proteção Social Básica da SEDS, Camila de Oliveira. “Sem desvalorizar as metodologias que eles já utilizam, estamos viabilizando um novo espaço de aprendizagem, escuta e trocas, ao oferecer novas ferramentas para o trabalho coletivo com famílias em situação de vulnerabilidade.”

Além de capacitar os professionais, as oficinas vão gerar duas cartilhas. “A primeira delas é uma publicação em uma linguagem simples e acessível para as famílias que acessam os CRAS, para que elas conheçam seus direitos e as políticas às quais podem recorrer. A segunda é direcionada aos profissionais do SUAS, com metodologias de trabalho coletivo, que forneçam ferramentas e estratégias de trabalho em grupo para esse público-alvo”, continua Camila.

Até o momento, foram capacitados cerca de 780 profissionais. Ao todo, a previsão é capacitar 1.650 até setembro.

Manual em Família

A metodologia participativa utilizada pela equipe do Manual em Família, que executa as oficinas no Projeto Com Vivências, utiliza uma abordagem sensível e acolhedora para qualificar o atendimento público prestado às famílias em situação de vulnerabilidade. O grande propósito do projeto é mostrar que processos de mudança e fortalecimento social são muito mais potentes quando aprendidos em grupo, criando espaços seguros para encontros verdadeiramente humanos.

“Nosso objetivo aqui, nesta parceria com a SEDS, é qualificar os grupos de atendimento, para que o trabalho junto às famílias possa ser cada vez mais acolhedor, tanto para o usuário quanto para o profissional”, informa a facilitadora do Manual em Família, Lorenza Gioppo. “Nossa expectativa é abrir espaço para novas formas de trabalho, mais lúdicas e criativas, rechear um pouco mais o repertório desses profissionais, para que eles sintam prazer nas atividades que são propostas”, acrescenta.

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“Eu esperava algo totalmente diferente do que sempre é apresentado em capacitações. Esperava apresentações em Power Point, gente falando. Quando cheguei aqui, me surpreendi com esses espaços coloridos e lúdicos, algo totalmente inesperado e que me fez muito bem”, descreve a profissional do SUAS de Piracaia, na Região de Bragança Paulista, Fátima Pereira.

“Gostaria muito de multiplicar essas experiências que estamos tendo aqui, porque são muito importantes para renovar nosso ambiente de trabalho e trazer algo novo para o mundo em que vivemos”, conclui Fátima.

“O profissional precisa sempre se aprimorar, por isso esses momentos de troca de conhecimentos são tão importantes para que a gente leve novas experiências para o município”, afirma Kátia Castanheira, assistente social que atua em Hortolândia.