Geral Sergipe
Integração tecnológica impulsiona resultados dos programas Alerta AVC e Pulsa Sergipe
Estruturação da conectividade, integração de sistemas e compartilhamento de informações em tempo real permitiram criar uma rede capaz de agilizar o...
11/06/2026 14h55
Por: Redação Fonte: Secom Sergipe

Por trás dos avanços alcançados pelos programas Alerta AVC e Pulsa Sergipe existe um trabalho que, muitas vezes, não aparece para a população, mas que foi essencial para transformar a forma como os casos de urgência cardiovascular são atendidos no estado. A implantação das iniciativas exigiu uma ampla mobilização do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da Secretaria de Estado da Saúde (SES), responsável por criar as condições tecnológicas necessárias para integrar toda a rede de assistência.
 
Os programas foram desenvolvidos para organizar as linhas de cuidado de pacientes acometidos por Acidente Vascular Cerebral (AVC) e Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), reduzindo o tempo entre o diagnóstico e o início do tratamento. No caso do AVC, essa rapidez é decisiva. A chamada janela terapêutica, período considerado ideal para intervenções especializadas, pode representar a diferença entre a recuperação do paciente e o surgimento de sequelas permanentes.
 
A líder do NTI do Hospital de Urgências de Sergipe Governador João Alves Filho (Huse), Sandrine Rocfort, explica que o processo começou após a equipe conhecer uma experiência bem-sucedida implantada em outro estado. “Foi um projeto que a gente trouxe de fora, de uma experiência que vimos dando certo em outro estado. A partir disso, levamos a proposta para a Secretaria para que fosse estudada e avaliada a possibilidade de implantação aqui em Sergipe. Começamos entendendo como funcionava a plataforma Join e de que forma ela poderia ser utilizada na nossa rede. Não estávamos pensando apenas na capital, mas em toda a estrutura do estado, incluindo municípios que possuem tomógrafos e que precisariam estar conectados ao sistema para que as informações circulassem de forma rápida entre todos os profissionais envolvidos no atendimento”, relatou.
 
A plataforma Join se tornou uma das principais ferramentas do Alerta AVC. Por meio dela, exames e informações clínicas podem ser compartilhados instantaneamente com especialistas, permitindo que casos suspeitos sejam avaliados rapidamente e que as equipes assistenciais tenham suporte para a tomada de decisões dentro do tempo recomendado para o tratamento.
 
Para que esse fluxo funcionasse na prática, foi necessário um amplo trabalho de integração tecnológica. Segundo Sandrine, o desafio era fazer com que diferentes sistemas e serviços conseguissem se comunicar sem barreiras. “A participação da Tecnologia da Informação foi fundamental para viabilizar toda a transformação digital necessária aos programas Alerta AVC e Pulsa Sergipe. A NTI atuou garantindo infraestrutura tecnológica, conectividade, integração dos sistemas, segurança da informação e suporte às unidades de saúde. Era preciso fazer com que médicos, especialistas, Samu, regulação e hospitais compartilhassem informações em tempo real. Quando um alerta é aberto, os dados do paciente e os exames ficam imediatamente disponíveis para avaliação especializada. Isso reduz etapas, agiliza decisões e permite que o tratamento seja iniciado mais rapidamente”, destacou.
 
A implantação também exigiu investimentos em conectividade e a participação de diferentes áreas da Secretaria de Estado da Saúde. O projeto contou com apoio do Proredes e envolveu equipes técnicas e administrativas em diversas etapas de execução. “Quando percebemos que a ferramenta poderia integrar toda a rede, vimos que era necessário fortalecer a conectividade das unidades. Foi um trabalho construído por várias áreas da Secretaria. O projeto foi levado ao Proredes, que abraçou a iniciativa, e a partir daí houve todo um esforço conjunto para garantir estrutura e recursos. Organizamos a conectividade necessária para que as equipes permanecessem conectadas durante todo o atendimento. Hoje, conseguimos acompanhar o paciente desde a entrada na unidade até a regulação e eventual transferência, mantendo todos os profissionais envolvidos no mesmo fluxo de informação”, afirmou Sandrine. 
 
Atualmente, municípios como Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora do Socorro, Estância Itabaiana, Propriá, Tobias Barreto e Neópolis fazem parte dessa rede integrada. Com exames disponíveis em tempo real e comunicação mais ágil entre as equipes, o Estado consegue acelerar diagnósticos, reduzir o tempo de resposta nos atendimentos e ampliar as possibilidades de intervenção dentro da janela terapêutica do AVC, fator considerado determinante para preservar funções neurológicas e melhorar o prognóstico dos pacientes.
 

Sandrine Rocfort