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Debatedores Nota 1000 reúne estudantes no Plenário da Assembleia Le-gislativa
Competição mobilizou escolas públicas em torno da argumentação, da pesquisa e do protagonismo juve-nil.
11/06/2026 14h55
Por: Redação Fonte: Assembleia Legislativa do Paraná

A capacidade de argumentar, defender ideias e construir pensamentos críticos foi colocada à prova durante mais uma etapa do projeto Debatedores Nota 1000, realizada nos dias 10 e 11 de junho, no Plenário da Assembleia Legislativa do Paraná. A atividade contou com o apoio da Escola do Legislativo e reuniu estudantes da rede pública de ensino em disputas de debates sobre temas de relevância social.

Organizado pelo Instituto Eureka, o projeto tem como principal objetivo incentivar o desenvolvimento da argumentação entre os jovens, promovendo o estudo, a pesquisa e o pensamento crítico. Antes de cada debate, as equipes recebem o tema que será discutido. No momento da disputa, um sorteio define qual escola defenderá a posição favorável e qual ficará responsável pela argumentação contrária, exigindo dos participantes domínio do conteúdo e capacidade de adaptação.

A realização da etapa na Assembleia Legislativa integra a proposta de aproximar os estudantes dos temas debatidos no Parlamento e estimular a participação cidadã. Segundo o diretor da Escola do Legislativo, Jeulliano Pedroso, iniciativas como o Debatedores Nota 1000 estão alinhadas à missão da instituição de contribuir para a formação dos jovens.

"Entendemos que é papel da Escola do Legislativo acolher ideias, projetos e ações que contribuam para que os estudantes desenvolvam habilidades que vão ajudá-los no Enem e na vida. Eles também têm o papel de debater e refletir sobre políticas públicas e temas discutidos aqui na Assembleia Legislativa. Hoje, por exemplo, estão debatendo sobre as casas de apostas, assunto que impacta a vida de todo cidadão. Um Legislativo aberto e transparente deve acolher iniciativas positivas que estejam alinhadas com o que temos construído", destacou.

Ao longo das apresentações, os estudantes demonstraram preparo, desenvoltura e conhecimento sobre os assuntos debatidos, fruto de um intenso trabalho coletivo realizado durante toda a competição. Para a estudante do 2º ano do Colégio Estadual do Paraná, Eduarda Azevedo Birsneek, a construção dos argumentos é resultado de um processo colaborativo que envolve toda a equipe.

"Fazemos uma construção bem sólida das teses em conjunto e montamos um texto para ser apresentado aqui. É um processo que acontece desde a etapa anterior da competição. Todo mundo se integrou de verdade. Esse projeto também nos dá referências e embasamento, já que nós, como jovens, precisamos ter acesso a informações reais. Isso nos ajuda em outras situações, como o Enem, no qual temos de produzir teses e apresentar informações e dados verídicos. A integração neste projeto foi de extrema importância para mim", afirmou.

A estudante Lara Liz Brocco, do 2º ano do Colégio Marechal Cândido Rondon, destacou os desafios de liderar uma equipe formada por estudantes com diferentes opiniões e métodos de estudo.

"O mais difícil nesse projeto foi a organização. Eu sou a capitã do grupo, então entender as ideias de todo mundo e colocá-las no papel foi o maior desafio. Conciliar opiniões, formas de estudo e pontos de vista diferentes é muito mais difícil do que vir aqui debater. Esse projeto vai agregar muito na minha vida, principalmente na área de liderança. Além disso, está ajudando bastante na oratória e vai me auxiliar muito na redação do Enem", ressaltou.

Também do Colégio Marechal Cândido Rondon, a estudante do 1º ano Giovanna Roeder César enfatizou os ganhos pessoais e acadêmicos proporcionados pela iniciativa.

"O projeto é muito bom, porque conseguimos expandir nosso vocabulário e perder a vergonha de falar em público. Temos um colega que se desenvolveu bastante nesse aspecto. Também aprendemos sobre diversos temas e passamos a ter diferentes visões sobre as coisas", comentou.

O fundador do Instituto Eureka, professor Marlus Geronasso, destacou que o projeto promove o protagonismo juvenil e prepara os estudantes para desafios que vão além da competição.

"O projeto Assembleia no Enem, realizado em parceria com a Assembleia Legislativa, permite a difusão da oralidade entre os jovens e fortalece o protagonismo juvenil. Eles debatem temas polêmicos que podem se transformar em temas de redação dos vestibulares. Isso já aconteceu em 2023, quando o tema debatido na final foi posteriormente utilizado no Exame Nacional do Ensino Médio. Os estudantes aprendem a construir argumentos, organizar ideias e elaborar propostas de intervenção — competências fundamentais para o Enem", explicou.

Geronasso também ressaltou o impacto das experiências pessoais compartilhadas durante os debates.

"Tivemos relatos muito marcantes. Foi possível ouvir o depoimento de uma estudante venezuelana sobre a reforma agrária em seu país e também de uma aluna que relatou os impactos das bets em sua família. São experiências que enriquecem o debate e demonstram como esses temas estão presentes no cotidiano dos jovens", afirmou.

Nesta edição, 25 colégios iniciaram a competição. Após as etapas classificatórias, nove escolas avançarão para a semifinal e, posteriormente, quatro disputarão a grande final, concorrendo a medalhas, troféus e bolsas de estudos.

Responsável pela avaliação dos debates, o poeta e publicitário Antônio Thadeu Wojciechowski explicou os critérios observados durante as apresentações.

"Os argumentos precisam sustentar as posições defendidas pelas equipes. Observamos a coerência, a qualidade da argumentação, a capacidade de responder aos questionamentos e a clareza na apresentação das ideias. O que se destaca é quem consegue se apresentar de forma mais contundente, organizada e clara", afirmou.

Segundo ele, a evolução dos participantes tem sido perceptível a cada edição.

"A cada ano fica melhor. Esta edição está provando que a evolução é constante. Acredito que o projeto tenha um papel importante nos resultados que esses estudantes alcançarão nas redações do Enem no final do ano", concluiu.

EVENTO - “DEBATEDORES NOTA MIL”

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