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Carlos Lula vistoria serviços na Oficina Ortopédica Estadual e alerta para demora na oferta de próteses aos pacientes
Parlamentar afirma que a demora na oferta dos serviços compromete o objetivo da política pública e prolonga a espera por atendimento
11/06/2026 20h42
Por: Redação Fonte: ALEMA

Assecom / Dep.Carlos Lula

Quatro meses após ser inaugurada pelo Governo do Maranhão como referência no atendimento a pessoas com deficiência, a Oficina Ortopédica Estadual, localizada na Cidade Operária, em São Luís, ainda não iniciou a produção e entrega de próteses aos pacientes. A situação foi constatada durante fiscalização realizada nesta quarta-feira (11) pelo deputado estadual Carlos Lula (PSB).

A unidade foi apresentada pelo governo como a primeira oficina ortopédica da rede estadual de saúde, com capacidade para realizar cerca de 2 mil atendimentos mensais e fornecer órteses, próteses e meios auxiliares de locomoção pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No entanto, segundo o parlamentar, o principal serviço anunciado à população segue indisponível.

“Foi uma unidade inaugurada com ampla divulgação, com a promessa de garantir acesso a órteses e próteses para quem mais precisa. Quatro meses depois, encontramos um espaço praticamente sem pacientes e sem a entrega do serviço mais importante, que é justamente a confecção das próteses”, afirmou Carlos Lula.

Durante a vistoria, o deputado percorreu as instalações da oficina e acompanhou o atendimento de um usuário que procurou o local em busca de uma prótese. Segundo relato recebido pela equipe da unidade, o paciente foi informado de que precisará aguardar em uma fila de espera até que a produção seja iniciada, sem previsão para o início dos atendimentos.

Foi o caso de Francisco Gomes dos Santos, morador do bairro Santa Clara. Há três anos ele teve a perna direita amputada em decorrência de complicações causadas pela diabetes e procurou a oficina na expectativa de iniciar o processo para obtenção de uma prótese.

“É um serviço muito importante para quem passou por uma amputação. A gente cria expectativa porque vê que foi inaugurado, mas quando chega aqui descobre que ainda não está funcionando como deveria. Agora tenho que esperar sem saber quando vou conseguir atendimento”, relatou.

Segundo Carlos Lula, a própria equipe da unidade confirmou que a produção de próteses ainda não foi iniciada.

“O único paciente que chegou durante a fiscalização ouviu que as próteses ainda não estão sendo feitas. Ou seja, a estrutura foi inaugurada, mas a finalidade principal do equipamento ainda não está sendo cumprida. Vamos encaminhar o caso ao Ministério Público para que sejam apuradas as razões desse atraso e para que a população não continue sendo prejudicada”, declarou.

Serviço anunciado como referência estadual

Inaugurada em fevereiro deste ano, a Oficina Ortopédica do Maranhão foi apresentada pelo Governo do Estado como equipamento estratégico da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do SUS.

De acordo com as informações divulgadas na ocasião da entrega, a unidade teria capacidade para realizar mais de 1,9 mil atendimentos multiprofissionais por mês, contando com fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos e assistentes sociais. Entre os serviços anunciados estavam a produção de órteses sob medida, fornecimento de próteses, fabricação de palmilhas ortopédicas, adaptações de equipamentos de mobilidade e manutenção de dispositivos auxiliares.

Atualmente, o Maranhão possui apenas uma oficina ortopédica em funcionamento, localizada em Timon e administrada pela prefeitura municipal. A unidade da Cidade Operária foi anunciada como a primeira sob gestão estadual e uma alternativa para ampliar o acesso de pacientes de diversas regiões maranhenses a equipamentos essenciais para reabilitação e autonomia.

Para Carlos Lula, a demora na oferta dos serviços compromete o objetivo da política pública e prolonga a espera de pessoas que dependem desses equipamentos para recuperar a mobilidade, independência e qualidade de vida.

“Estamos falando de cidadãos que aguardam uma oportunidade de voltar a caminhar, trabalhar e ter autonomia. Quando um serviço é inaugurado, a população espera que ele esteja funcionando plenamente. O que encontramos aqui foi uma estrutura entregue, mas que ainda não atende aquilo que foi prometido”, concluiu