
A morte de uma jovem durante a prática de rope jump reacendeu o debate sobre a necessidade de fiscalização e regulamentação dos esportes radicais no Paraná. O deputado estadual Delegado Tito Barichello (PL), líder do Bloco Parlamentar de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Paraná, lamentou a tragédia e destacou a importância da aprovação do Projeto de Lei nº 694/2024, de sua autoria, que institui a Política Estadual de Prevenção de Acidentes e Promoção da Segurança na Prática de Esportes Radicais no Estado.
A proposta foi apresentada após uma série de acidentes envolvendo atividades de aventura e estabelece normas para garantir maior proteção aos praticantes, incluindo a obrigatoriedade de inspeções periódicas, certificação de equipamentos, capacitação dos instrutores, seguro contra acidentes e fiscalização dos locais onde essas atividades são realizadas.
Segundo o deputado Tito Barichello, a tragédia demonstra a urgência da adoção de regras mais rígidas para o setor. "O esporte radical é uma atividade legítima e que atrai milhares de pessoas, mas não pode ser praticado sem responsabilidade. Quando vidas são colocadas em risco por falta de fiscalização, equipamentos inadequados ou falhas operacionais, o Estado precisa agir. Minha proposta busca justamente evitar que famílias passem pela dor irreparável de perder um ente querido em situações que poderiam ser prevenidas", afirmou.
O projeto prevê que os locais destinados à prática de esportes radicais passem por análise prévia de riscos e possuam regularização junto aos órgãos competentes. Também determina que os equipamentos utilizados estejam em conformidade com normas técnicas nacionais e internacionais, além de exigir inspeções certificadas pelo menos uma vez por ano.
Outro ponto importante da proposta é a obrigatoriedade de qualificação específica dos profissionais responsáveis por cada modalidade esportiva. A medida busca garantir que instrutores e operadores possuam formação adequada para conduzir atividades que envolvem riscos elevados.
"O praticante precisa ter a certeza de que está sendo acompanhado por profissionais capacitados e utilizando equipamentos seguros. Não estamos falando de burocracia, mas de preservar vidas. A prevenção sempre será o melhor caminho", ressaltou o deputado.
A proposta também cria um canal de denúncias para que a população possa comunicar irregularidades e estabelece a obrigatoriedade de seguro para cobertura de acidentes, invalidez e morte durante a prática das atividades.
Para Tito Barichello, o episódio reforça a necessidade de um sistema de fiscalização permanente. "Não podemos esperar novas tragédias para agir. O Paraná precisa avançar na regulamentação dos esportes radicais, garantindo segurança para os praticantes e responsabilidade para os operadores dessas atividades. Nosso compromisso é com a proteção da vida", concluiu.
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