
Será o último encontro da fase de participação pública antes da entrega do plano ao Governo do Estado, prevista para outubro de 2026
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae), realiza na próxima quarta-feira, 17 de junho, em Florianópolis, a apresentação dos resultados da etapa de Diagnóstico do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina (PTEJSC). O encontro é promovido em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), instituição responsável pela elaboração do estudo, e reunirá representantes da sociedade civil, academia, setor produtivo e poder público.
O Workshop Litoral será realizado das 14h às 18h, no Auditório da Secretaria de Estado da Administração, localizado no Centro Administrativo do Governo do Estado. As inscrições podem ser realizadas previamente pelo link https://forms.gle/LW2KXdnCc556Mkvg6 ou no próprio dia e local do evento.
O evento apresentará os resultados parciais do diagnóstico de Santa Catarina, com análises sobre o cenário atual sob as perspectivas energética, econômica e social. Também serão abordados os principais desafios e oportunidades associados à atividade carbonífera, considerando seus impactos no contexto da transição energética e a realidade dos trabalhadores envolvidos nessa cadeia produtiva.
Além da apresentação técnica do estudo, o evento contará com o painel Alternativas para Diversificação da Matriz Energética de Santa Catarina e a Visão da Indústria Catarinense, reunindo especialistas e representantes de instituições estratégicas para debater caminhos para o fortalecimento da segurança energética, da inovação e da competitividade econômica do estado. Participam do painel: Antônio Rogério Machado Junior da SCGÁS; Giovane Rosa e Helena Zanella, da Gás Orgânico; Charles Leber do sistema FIESC/SENAI-SC; e Hanokh Yamagishi, do Grupo Veolia.

“Este encontro representa um marco importante dentro da fase de participação pública do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina. A apresentação dos resultados do diagnóstico consolida um trabalho construído de forma coletiva, com ampla escuta de diferentes setores da sociedade. É um momento fundamental para reforçarmos a transparência do processo e a qualidade técnica das contribuições que vêm orientando o plano”, afirma a diretora de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Mariane Murakami.
Santa Catarina está desenvolvendo um plano inovador no cenário nacional. A proposta vai além da transição da matriz energética sob o ponto de vista econômico, contemplando ações para assegurar que essa transformação rumo a uma economia de baixo carbono aconteça de forma socialmente responsável, com geração de oportunidades, inclusão produtiva e atenção às comunidades e aos trabalhadores potencialmente impactados pelas mudanças.
“O Workshop Litoral encerra uma etapa essencial de diálogo com a sociedade catarinense. Os resultados apresentados pela FGV refletem o esforço conjunto realizado ao longo dos encontros regionais e das oficinas participativas. Agora avançamos para uma fase estratégica de consolidação das informações, que irá orientar as próximas etapas do plano com foco em uma transição energética justa, equilibrada e sustentável para o Estado”, destaca a gerente de Clima, Energia e Transição Energética da Semae, Cristiane Casini Bitencourt.
A Semae em conjunto com a FGV, promove desde o início dos trabalhos, encontros regionais com setores da economia e diferentes entidades. Além das entrevistas e sessões de escuta integradas, foram realizados Workshops nas regiões Sul, Norte, Meio-Oeste e Planalto Serra, com a participação de mais de 260 pessoas.
Após a conclusão da fase de diagnóstico e das oficinas participativas regionais, o estudo avançará para a construção de cenários, definição de estratégias e elaboração do plano de ação que orientará a transição energética catarinense nas próximas décadas. A previsão de entrega ao Governo do Estado é em outubro de 2026.

Santa Catarina é o primeiro estado brasileiro a possuir uma legislação específica sobre Transição Energética Justa e também o primeiro a incorporar formalmente o conceito de justiça social em seu plano estadual de transição. A iniciativa busca garantir que a migração para uma matriz energética de baixo carbono seja inclusiva, socialmente responsável e economicamente viável.
O Governo do Estado está investindo R$ 3,5 milhões na elaboração do Plano de Transição Energética Justa de Santa Catarina, que atualmente encontra-se com aproximadamente 50% de execução. A relevância deste trabalho para Santa Catarina reside no desafio específico de gerenciar os impactos do descomissionamento da cadeia carbonífera, que afeta especialmente os municípios da região Sul, onde o setor carbonífero, movimenta anualmente mais de R$ 6 bilhões, é responsável por mais de 20 mil empregos diretos e indiretos e representa cerca de 15% da economia local.
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