Agência Assembleia/MA
Em clima de São João, o programa Café com Notícias, da TV Assembleia, destacou, nesta sexta-feira (19), a história do Bumba Meu Boi D’Itapari, que completou 11 anos. A presidente da brincadeira, Glaucya Oliveira, conversou com a jornalista Elda Borges sobre a trajetória dessa manifestação folclórica.
Glaucya Oliveira afirmou que o Boi D’Itapari, ao longo desses 11 anos, tem contado muita história, cantado muita toda e distribuído muita informação sobre a história do Maranhão nos arraias.“O Bumba Meu Boi D’Itapari é um projeto cultural fundado em 2013 pelo Instituto Panaquatira, que fica em Panaquatira, em São José de Ribamar, na Região Metropolitana de São Luís”, informou.
Glaucya Oliveira disse que o grupo tem uma forte ligação com a identidade, a literatura e a história do Maranhão. “Nascemos com a ideia de contar a história do Maranhão. Nossas toadas e indumentárias, frequentemente, homenageiam grandes obras e autores locais, como o romance ‘Úrsula’, Maria Firmina dos Reis, e ‘O Dono do Mar’, de José Sarney. Já passeamos por vários temas”, explicou.
Janelas para a humanidade
A presidente disse que, neste ano, a brincadeira trabalha com o tema “as três janelas para a humanidade”, que são os três patrimônios reconhecidos no Maranhão, quais sejam o natural, o material e o imaterial, ou seja, o Centro Histórico, o Complexo do Bumba meu Boi e Os Lençóis Maranhenses, respectivamente.
“É um tema desafiador. Pesquisamos muito cada uma de nossas temáticas porque temos a responsabilidade de passar a informação correta. Por exemplo, trabalhar o Complexo do Bumba meu Boi é ter a ideia que não são só os cinco sotaques que existem na Ilha, mas que tem uma imensidão de sotaques, distribuídos pelo Maranhão inteiro. Da mesma forma é trabalhar Os Lençóis Maranhense”, ressaltou.
Glaucya Oliveira disse, também, que o Bumba Meu Boi D’Itapari ganhou uma dimensão enorme porque saiu do seu berço, que foi Panaquatira, e atualmente acontece praticamente tudo em São Luís.“Da criação das indumentárias, aos ensaios e a concentração, tudo acontece em São Luís. Mas todo ano a gente volta para a nossa origem, a comunidade de Panaquatira, e realiza a nossa apresentação anfitriã. Representamos muito bem o nosso bairro, que é Itapari, em São José de Ribamar”, assinalou.