
Agência Assembleia
A Frente Parlamentar Católica da Assembleia Legislativa do Maranhão promoveu, na tarde desta quarta-feira (1º), uma reunião para discutir o tema “O papel integrado da escola, da família e do serviço público no enfrentamento das dependências químicas e não químicas”. Realizado na Sala das Comissões da Casa, o encontro reuniu representantes de entidades da sociedade civil organizada, lideranças religiosas e integrantes do Governo do Estado para debater estratégias de prevenção, acolhimento e fortalecimento das políticas públicas voltadas ao tema.
Presidente da Frente Parlamentar Católica, a deputada Helena Duailibe (Republicanos) destacou que o combate às dependências exige uma atuação conjunta entre o poder público, instituições religiosas e organizações da sociedade civil.
“Nós temos que combater esse mal que, às vezes, começa de forma simples, com uma bebida, e depois a pessoa entra no fundo do poço usando drogas ilícitas. Toda a família adoece. Esta Casa precisa estar junto com a sociedade para unir forças com essas instituições e levar aos governos estaduais e municipais políticas públicas que alcancem essas famílias”, afirmou.
A coordenadora regional da Pastoral da Sobriedade, Cristiane Queiroz, ressaltou a importância da participação da Igreja Católica nas ações de prevenção e acolhimento às pessoas em situação de dependência.
“Esta é uma pauta importantíssima. É um problema que afeta muitas famílias e não podemos fugir desse assunto. É preciso levar a prevenção como um modo de vida, unindo a família, a escola e toda a sociedade”, destacou.
Cristiane também explicou que a Pastoral da Sobriedade atua diretamente nas comunidades, por meio de grupos de autoajuda destinados tanto às pessoas com dependência quanto aos familiares. Atualmente, São Luís conta com seis grupos em funcionamento, enquanto outras unidades estão distribuídas em diferentes municípios maranhenses.
Representando o Governo do Estado, o secretário extraordinário de Estado de Políticas para as Comunidades, Fabiano Furtado, destacou que o Executivo tem ampliado a rede de atendimento às pessoas em situação de dependência química e defendeu a construção coletiva de novas políticas públicas.
“O Governo do Estado tem participado desse debate e ampliado sua rede de assistência, sobretudo por meio dos CAPS. O mais importante é que, a partir dessas discussões, possamos construir estratégias que se transformem em políticas públicas capazes de fortalecer cada vez mais o enfrentamento desse problema de saúde pública”, afirmou.
Durante a reunião, os participantes reforçaram a necessidade de integração entre escola, família, serviços públicos e organizações da sociedade civil para fortalecer ações de prevenção, tratamento e reinserção social de pessoas afetadas pelas dependências químicas e não químicas.
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