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Permissionários do Complexo de São Brás celebram Dia do Feirante
A Prefeitura de Belém homenageia a categoria contando histórias de trabalhadores do Complexo de São Brás, que hoje celebram a data com o espaço tot...
25/08/2026 08h11
Por: Redação Fonte: Agência Belém

Por detrás das bancas, dos aromas, dos produtos frescos e do movimento que começa cedo nas manhãs da capital paraense existem histórias de trabalho, dedicação e amor que atravessam gerações. Neste 25 de agosto, quando é celebrado o Dia do Feirante, essas trajetórias ganham destaque no tradicional Complexo de São Brás.

O local, que foi completamente recuperado e requalificado pela Prefeitura de Belém, possui agora espaços bem estruturados para os 202 permissionários da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedcon) atuarem de forma digna e respeitosa nas atividades que garantem o sustento familiar.

Crédito: Roberta De Paula

Entre os permissionários que trabalham no espaço, histórias como as de João Maria da Costa Silva e José Carlos Alves de Souza representam a força de quem fez da feira uma profissão e, muitas vezes, uma herança familiar.

No setor de hortifrúti está João Maria da Costa Silva, de 69 anos, morador do bairro de Canudos. Conhecido carinhosamente por todos no complexo como “Seu Juju”, ele tem cerca de 40 anos de dedicação ao trabalho na feira.

Sua história começou por influência da família, acompanhando o pai e os tios nas vendas. O espaço em que hoje ele trabalha era, no início, apenas uma pista onde eram organizadas caixas de madeira. Há cerca de 17 anos, após o falecimento do pai, Seu Juju assumiu a responsabilidade pelo box e deu continuidade ao trabalho da família.

Ao falar sobre a estrutura atual do espaço, ele também destaca as melhorias realizadas pela Prefeitura de Belém no Complexo de São Brás.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Roberta De Paula

A banca em São Brás também representa a continuidade do negócio da família para o vendedor de camarão José Carlos Alves de Souza, de 59 anos, que começou a trabalhar ainda com seu pai naquele espaço. “O papai foi pioneiro. Ele arrumou dois paneiros de camarão para vender lá na antiga Estrada Nova, atual avenida Bernardo Sayão. Com o tempo e muito trabalho, conquistamos nossa banca aqui na feira de São Brás”, relembra.

Foi com o trabalho diário na venda de camarão e peixe que a família de José Carlos conseguiu também realizar um dos maiores sonhos: custear a faculdade de medicina de um membro da família.

Foto: Reprodução/Agência Belém

Quando questionado sobre o significado do Dia do Feirante, celebrado em 25 de agosto, ele responde com a simplicidade de quem está acostumado à rotina do trabalho: “Para mim é mais um dia normal de trabalho. A parte boa de verdade é trabalhar e vender bem, o que melhorou bastante desde que viemos para esse novo espaço”.

Crédito: Roberta De Paula

A rotina de quem trabalha na feira começa cedo e exige dedicação. Para Seu Juju, o dia começa por volta das 3h, para que tudo esteja pronto para atender os clientes a partir das 6h.

De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico (Sedcon),existem em Belém cerca de 11 mil trabalhadores que atuam nas 55 feiras e mercados municipais da capital, com atividades essenciais para a economia do município.

Foto: Reprodução/Agência Belém
Crédito: Eduardo Rocha/Ascom Sedcon

Neste Dia do Feirante, mais do que celebrar uma profissão, é também reconhecer os homens e mulheres que ajudam a manter viva uma tradição que faz parte da história e do cotidiano de Belém.

Texto: Samara Pantoja, estagiária, sob orientação de Roberta De Paula, da Ascom Sedcon.