Thursday, 25 de June de 2026
19°C 29°C
São Mateus, ES

Farmacêuticos reclamam da falta de piso salarial em Brasília

Já os representantes das farmácias temem fechamento caso piso volte a vigorar no DF

12/08/2024 às 19h31
Por: Redação Fonte: Agência Câmara
Compartilhe:
Mario Agra / Câmara dos Deputados
Mario Agra / Câmara dos Deputados

A Comissão de Trabalho da Câmara discutiu, nesta segunda-feira (12), a falta de um piso salarial para os farmacêuticos de Brasília desde 2017, quando foi questionada a convenção coletiva que estava em vigor. Os profissionais reclamam de salários inferiores a R$ 1,5 mil em comparação a mais de R$ 5 mil quando havia o acordo com os patrões.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Distrito Federal (Sincofarma), Erivan Araújo, disse que as farmácias têm 70% dos preços de medicamentos controlados pelo governo. Ele afirmou que o lucro líquido médio das independentes, que representam mais de 82% do total de farmácias, é de pouco mais de R$ 4 mil por mês, e demonstrou preocupação caso o piso volte a vigorar.

“Quando a gente fala de piso salarial, a preocupação nossa é o que vai acontecer com as empresas que estão nessa média. Dentro de uma farmácia, 80% dos que trabalham lá não são farmacêuticos. Então, quando eu fecho essas farmácias, eu estou causando desemprego não apenas para 4 mil farmacêuticos”, afirmou.

Mas, de acordo com o presidente da Federação Nacional dos Farmacêuticos, Fábio Basílio, o piso em Goiás é de quase R$ 6 mil e o Piauí, onde o custo de vida é menor que o de Brasília, tem piso superior a R$ 5 mil definido em lei.

“Eu, como sindicalista há mais de 20 anos, quando ouço falar que salário vai quebrar a empresa, tenho asco e me causa repulsa. Porque não quebra a empresa. Isso é uma falsidade, isso é uma mentira muito grande. O que quebra empresa é má gestão”, rebateu.

Respeito
Para a deputada Erika Kokay (PT-DF), é “injustificável” que não exista um acordo com os trabalhadores há sete anos. Segundo ela, os relatos serão enviados ao Ministério Público do Trabalho.

“Uma negociação é sempre fruto das relações de força e, muitas vezes, ela pressupõe disposição e vontade de negociar. Pressupõe respeito”, disse a deputada.

A representante do Conselho Federal de Farmácia na reunião, Gilcilene Chaer, disse que alguns farmacêuticos, além de receberem pouco, fazem serviços de limpeza e reposição de produtos. Outros problemas seriam a jornada de trabalho excessiva e horários de descanso não respeitados. Ela apresentou ainda casos de remuneração variável por quantidade de vendas.

Durante a audiência, um farmacêutico disse que, por causa dos baixos salários, pediu demissão e começou a trabalhar como motorista de aplicativo.

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
São Mateus, ES
28°
Parcialmente nublado

Mín. 19° Máx. 29°

28° Sensação
3.7km/h Vento
49% Umidade
39% (0.1mm) Chance de chuva
06h11 Nascer do sol
05h12 Pôr do sol
Fri 27° 19°
Sat 26° 18°
Sun 28° 17°
Mon 27° 17°
Tue 28° 19°
Atualizado às 13h14
Publicidade
Economia
Dólar
R$ 5,17 -0,38%
Euro
R$ 5,89 -0,13%
Peso Argentino
R$ 0,00 +0,00%
Bitcoin
R$ 325,782,57 -2,19%
Ibovespa
172,439,86 pts 1.13%
Publicidade