
A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi) iniciou uma série de escutas sociais junto aos povos e comunidades tradicionais localizados no entorno do Canteiro São Roque do Paraguaçu, reativado para funcionar como centro de apoio logístico às obras da Ponte Salvador–Itaparica. As primeiras atividades foram realizadas nos dias 9 e 10 de junho, nas comunidades de São Roque do Paraguaçu e São Francisco do Paraguaçu, distritos dos municípios de Maragogipe e Cachoeira.
A iniciativa considera a natureza provisória das atividades desenvolvidas no local e atende à Portaria do Inema nº 34.729, condicionante XVIII, que estabelece a realização das ações de escuta social previstas no Plano de Trabalho voltado às comunidades tradicionais do entorno do canteiro. As escutas têm como objetivo ouvir demandas, prestar esclarecimentos e promover a construção coletiva de soluções relacionadas aos impactos e às oportunidades decorrentes da reativação do canteiro, além de fortalecer a relação entre o poder público e as comunidades, assegurando a participação social em temas de interesse coletivo.
Durante as obras da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, a área será utilizada para a produção de componentes estruturais, incluindo pré-moldados de concreto, além da fabricação e montagem de estruturas metálicas. O complexo é composto por três áreas principais: o canteiro de obras, com 400 mil metros quadrados; a vila residencial, com 48 mil metros quadrados; e a vila operária, com 46 mil metros quadrados.
O processo de diálogo participativo conta com a participação da Concessionária da Ponte Salvador–Ilha de Itaparica, responsável por apresentar informações sobre o projeto, esclarecer dúvidas das comunidades e contribuir para o diálogo sobre os impactos e benefícios associados às intervenções previstas na área do Canteiro.
Além dessas localidades, entre as comunidades mapeadas para participação nas escutas sociais estão Buri, Porto da Pedra, Mutamba, Salaminas e Putumuju. A Sepromi segue realizando o processo de identificação de outras comunidades, com o objetivo de ampliar as escutas sociais e fortalecer a participação popular ao longo do desenvolvimento do projeto.
Fonte: Ascom/Sepromi
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